Uma noite de memória, gratidão e renovação da missão. Assim foi o encontro realizado na noite de 30 de setembro, no Espaço Loyola, em Manaus (AM), para marcar a trajetória do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares) e do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR – Manaus). O Sares celebrou 23 anos de atuação na Amazônia, enquanto o SJMR marcou oito anos de presença e serviço na região. O momento reuniu colaboradores, parceiros, representantes de diferentes obras da Companhia de Jesus e membros da comunidade local.
Na acolhida, Mikely Silva, analista social do SJMR em Manaus, destacou o significado do encontro. “Com alegria, nos reunimos para celebrar mais um ano de vida e missão do SARES e do SJMR. Hoje, recordamos nossa história, honramos os passos já dados e renovamos nossa esperança e compromisso com os migrantes, refugiados, povos da Amazônia e com o cuidado da criação.”
A programação seguiu com a entrada das bandeiras do Sares e do SJMR e um momento de oração. O Evangelho de Lucas (24,13-35), que narra o encontro de Jesus com os discípulos no caminho de Emaús, conduziu a reflexão da noite. A passagem ajudou a iluminar a caminhada das duas obras, especialmente a partir da escuta, da acolhida e da presença junto às pessoas e povos acompanhados em suas diferentes realidades.
Durante a partilha da Palavra, o diretor do Sares, Silvio Marques, SJ, ressaltou que a trajetória da obra também é marcada pelas relações construídas ao longo dos anos. “Ao celebrarmos mais um ano, queremos agradecer não apenas pelos trabalhos realizados, mas pelas relações construídas, pelas vidas encontradas, pelas histórias escutadas e pelas esperanças que renasceram ao longo do caminho”, afirmou.
A reflexão foi seguida por quatro partilhas de experiências, duas relacionadas ao Sares e duas ao SJMR, a partir da pergunta: “Onde vejo Deus agindo na missão desses serviços?”. O momento possibilitou recordar experiências vividas na missão e reconhecer os sinais de esperança presentes nas diferentes ações desenvolvidas pelas duas obras.
Na sequência, uma memória agradecida colocou em evidência as pessoas que fazem parte dessa caminhada, entre colaboradores, parceiros e pessoas atendidas pelo Sares e pelo SJMR. Também foram lembrados migrantes, indígenas, ribeirinhos, quilombolas e outras pessoas em situação de vulnerabilidade, reafirmando o compromisso das obras com a defesa da vida e com a realidade amazônica.
O encontro terminou com a bênção final e um momento de confraternização, com jantar, atividades de integração e a partilha do bolo de aniversário. Mais do que marcar duas datas, a noite foi uma oportunidade de recordar a caminhada já realizada e agradecer pelas pessoas e histórias que fazem parte da missão do Sares e do SJMR na Amazônia.













