Dia: 13/08/2026

DEFENDER A AMAZÔNIA É DEFENDER A VIDA: SARES AJUDA A SISTEMATIZAR AS VOZES DOS TERRITÓRIOS NA CONSTRUÇÃO DA CARTA-MANIFESTO POPULAR

Instituição teve papel estratégico na sistematização das contribuições das comunidades e na elaboração da Carta-Manifesto que cobra respostas concretas para a crise climática no Amazonas

O Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES) participou ativamente da construção da proposta da Audiência Popular sobre o Super El Niño, da organização da programação e da articulação e mobilização para garantir a participação de lideranças dos territórios e de representantes de órgãos públicos. Nesse processo coletivo, a instituição teve atuação estratégica na equipe de sistematização, contribuindo para registrar as vozes dos territórios, organizar as propostas apresentadas e consolidar as contribuições na Carta-Manifesto construída coletivamente ao final do encontro.

A atuação do SARES integrou, assim, diferentes dimensões da construção da Audiência: desde o planejamento junto ao MAB, CÁRITAS e outra instituições à articulação até o trabalho de escuta, registro, sistematização e elaboração do documento final. A instituição contou também com a colaboração de seus estagiários do Curso de Teologia da Faculdade Católica do Amazonas nesse processo.

A Audiência Popular reuniu representantes de povos indígenas, ribeirinhos, agricultores familiares, pescadores artesanais, mulheres, juventudes e organizações sociais para discutir os impactos do Super El Niño sobre os territórios amazônicos e construir propostas de enfrentamento à crise climática. As falas evidenciaram problemas recorrentes relacionados à escassez de água, insegurança alimentar, queimadas, dificuldades de mobilidade, atendimento à saúde e ausência de políticas públicas permanentes.

Da escuta à construção da Carta-Manifesto

A partir desses relatos e de dezenas de outras contribuições apresentadas durante os grupos de trabalho, o SARES, em conjunto com os demais integrantes da equipe, realizou a sistematização das demandas e a redação da Carta-Manifesto da Audiência Popular, com a colaboração de uma agente do Greenpeace e de seus estagiários do Curso de Teologia da Faculdade Católica do Amazonas. O documento reivindica acesso à água potável, fortalecimento da agricultura familiar, apoio às brigadas comunitárias, combate às queimadas, ampliação da participação popular e implementação de políticas permanentes de adaptação e enfrentamento à crise climática.

Mais do que registrar denúncias, a Carta-Manifesto se tornou um instrumento de incidência política e mobilização social, construído a partir da realidade dos territórios amazônicos. Ao contribuir para transformar as vozes das comunidades em propostas concretas, o SARES reafirma seu compromisso com a escuta dos territórios, a participação popular, a defesa dos direitos socioambientais e a justiça climática na Amazônia.

A Audiência Popular encerrou com um manifesto público na Bola do Eldorado, onde ecoou o grito que sintetizou o sentido de toda essa construção coletiva:

“Defender a Amazônia é defender a vida. Justiça climática só será possível com participação popular.”

Nota:

  1. Alguns nomes foram omitidos para proteção das lideranças.
  2. Convidamos você a assinar a Carta-Manifesto da Audiência Popular sobre o Super El Niño e seguir conosco nessa construção em defesa da Amazônia, dos nossos territórios e das populações que vivem e sentem os impactos das mudanças climáticas.
  3. “Assinar a Carta-Manifesto” https://forms.gle/JFdBgBMMvukEAeX79
  4. Cada participação fortalece essa mobilização. Cada voz ajuda a construir respostas para a Amazônia.

Sobre o SARES

Foto de Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental
Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental

O Sares é um espaço de formação, articulação e mobilização dedicado à defesa da Amazônia e de seus povos.

Com um olhar atento à justiça socioambiental, buscamos fortalecer redes, fomentar o pensamento crítico e promover ações concretas que garantam a preservação da floresta e o respeito às comunidades
que nela vivem.