Manaus (AM), 22 de julho de 2026 – Em um momento marcado pela urgência da defesa dos direitos humanos, da justiça socioambiental e da proteção dos territórios amazônicos, o Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES) teve participação na reunião preparatória do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, realizada no Auditório Mãe Paula, no CEFAM, em Manaus.
Representando o SARES, a Educadora Socioambiental Mercy Soares, contribuiu no processo de construção coletiva fortalecendo o diálogo entre pastorais, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, grupos populares e instituições comprometidas com a transformação social.
Com o tema “Vida em primeiro lugar! Na defesa da terra, da paz e da moradia. E o lema: “Erguemos a voz: Mulheres vivas e soberania!”, o 32º Grito dos Excluídos e Excluídas coloca no centro do debate questões que dialogam diretamente com a atuação do SARES: a proteção dos bens comuns, a garantia dos direitos das populações vulnerabilizadas e o protagonismo das mulheres na construção de sociedades mais justas e sustentáveis.
Durante a reunião, foram definidos os principais encaminhamentos para a mobilização que acontecerá em 7 de setembro de 2026, com concentração no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). A programação prevê momentos de acolhida, coletiva de imprensa, exposição das iniciativas das organizações participantes, celebração da Missa da Amazônia, caminhada pública e manifestação popular em defesa da vida e dos direitos dos povos.
Para o SARES, participar da construção do Grito significa fortalecer um espaço histórico de denúncia das desigualdades e anúncio de alternativas fundamentadas no Bem Viver, na solidariedade e no cuidado com a Casa Comum.
Neste ano, o Grito chama atenção para a crescente ameaça aos territórios, para a precarização das condições de vida das populações mais vulneráveis e para as múltiplas violências que atingem as mulheres. Ao proclamar “Mulheres vivas e soberania”, a mobilização denuncia as injustiças estruturais e reconhece a força das mulheres como protagonistas da defesa da biodiversidade, das comunidades tradicionais e dos direitos humanos.
O 32º Grito dos Excluídos e Excluídas será mais do que um ato público. Será um grande chamado à mobilização popular, reunindo vozes diversas para afirmar que a vida deve estar acima de qualquer interesse econômico e que a defesa da terra, da água, da moradia e dos direitos das mulheres é condição fundamental para a construção de um futuro mais justo para todos.
“Quando o povo se organiza e ergue sua voz, nasce a esperança de transformar realidades. O SARES segue firme nessa caminhada, fortalecendo processos de participação, educação e defesa da vida na Amazônia.”
