Uma série de mobilizações marcou o Dia Internacional da Mulher em Manaus neste ano. Com o tema Feminicídio e as violências que o Estado não vê, a programação reuniu movimentos sociais, coletivos feministas, organizações populares e entidades da sociedade civil para denunciar a persistência da violência contra as mulheres e cobrar políticas públicas mais efetivas de proteção, prevenção e cuidado. O Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares) colaborou com as programações, que também contaram com a participação de María Eugenia Carrizo (Mauge), secretária do Serviço Jesuíta Pan-Amazônico (SJPAM). Com recursos da Frente do Apostolado Indígena da Província dos Jesuítas do Brasil e dos Jesuítas do Canadá, também foi possível garantir a participação de 35 mulheres indígenas do povo Mura, do município de Autazes (AM), na V Marcha das Mulheres Indígenas.

As atividades ocorreram em conjunto com o Fórum Permanente de Mulheres do Amazonas (FPMA) e com a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entornos (COPIME), ao longo da primeira semana de março, incluindo uma coletiva de imprensa no dia 02, no Espaço Loyola, e um ato público no dia 06, com concentração em frente ao Palácio do Governo e caminhada até a Prefeitura de Manaus. As mobilizações denunciaram a ausência de políticas públicas estruturantes e chamaram atenção para desafios como a falta de creches, a insegurança urbana e a escassez, além da subnotificação, de dados oficiais sobre a violência contra as mulheres.
No dia 08 de março, a mobilização reuniu diversas organizações e coletivos em um Ato Público, Cultural e Feira da Economia Popular Solidária, realizado em conjunto com a V Marcha das Mulheres Indígenas. A concentração ocorreu na Praça da Polícia, de onde as participantes seguiram em caminhada até a Praça Heliodoro Balbi, no centro da cidade, reforçando o caráter histórico e político do 08 de março como um dia de luta, denúncia e fortalecimento das redes de organização das mulheres.





