Na última terça-feira, 17 de junho, foi concluído o Curso de Extensão em Educação Popular para o Bem Viver, uma iniciativa do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares), em parceria com o Fórum Estadual de Educação do Amazonas e a Área Missionária São Lucas – Arquidiocese de Manaus.
Com carga horária de 40 horas e desenvolvido entre os dias 13 de maio e 17 de junho, o curso reuniu lideranças comunitárias, agentes pastorais, profissionais da educação e estudantes universitários em um processo formativo fundamentado nos princípios da Educação Popular, da Ecologia Integral e do Bem Viver.
A proposta teve como objetivo fortalecer a formação crítica e reflexiva de educadores e agentes sociais, impulsionando a transformação socioambiental e contribuindo para a construção de sociedades amazônicas mais justas, solidárias e sustentáveis. Ao longo dos encontros, os participantes aprofundaram reflexões sobre os fundamentos da Educação Popular, o Bem Viver, a Ecologia Integral, os desafios socioambientais da Amazônia e a construção coletiva de projetos comunitários.
A metodologia do curso priorizou o diálogo de saberes, as rodas de conversa, as oficinas práticas e a elaboração de propostas de ação concreta, conectadas às realidades e inquietações dos participantes.


Para a professora e assessora do curso, Vera Barreto, a experiência alcançou os objetivos propostos e fortaleceu o compromisso com a educação popular na Amazônia.
“A realização do curso foi muito positiva e atendeu aos objetivos da proposta. Os cursistas interagiram e tiveram uma participação muito significativa. O espaço contribuiu para uma boa acolhida. Os módulos abordaram temáticas relevantes e resultaram na construção de propostas de ação concreta que dialogam com a realidade e as inquietações dos participantes. Enquanto Fórum Educação de Jovens e Adultos – EJA, agradecemos o convite para contribuir com a mediação dos módulos. Que sigamos fortalecendo a parceria e o trabalho coletivo.”
A articuladora e agente de pastoral da Área Missionária São Lucas, Núbia Gonzaga destaca que:
“Nós somos uma Área Missionária com oito comunidades eclesiais e mais o Cruzeiro. Esse curso, foi de suma importância para reavivar em nós o nosso compromisso com o Bem Viver, o nosso compromisso com o outro, o nosso compromisso com as políticas públicas, o nosso compromisso também com a natureza, com a ecologia, com a casa comum, onde nós precisamos ter esse olhar compassivo sobre ela. Que bom que o Sares, em parceria com Área missionária São Lucas e com o Fórum de Educação, trouxe essa importante temática, trouxe essa beleza de conhecimento para nós.”
A cursista Maria do Rosário, destacou a importância do curso para o fortalecimento das ações comunitárias e da educação socioambiental.
“Participar do Curso de Educação Popular para o Bem Viver foi uma oportunidade muito enriquecedora. A formação nos mostrou como construir um ajuri (trabalho em mutirão) coletivo, fortalecendo o compromisso com a educação ambiental e a atuação voluntária nas comunidades. O curso nos motiva a fortalecer campanhas, projetos de lei e estratégias de ação nos territórios, tornando-nos educadores populares comprometidos com a busca de soluções e resultados. Levaremos os conhecimentos adquiridos para as comunidades de Manaus e para os municípios do Amazonas, fortalecendo planos de ação e iniciativas transformadoras. Agradeço ao Sares, à Arquidiocese e a todos os envolvidos nesta missão.”
O encontro de encerramento foi marcado pela apresentação de projetos comunitários elaborados pelos participantes, reafirmando o compromisso coletivo com o cuidado da Casa Comum e com a promoção da justiça socioambiental nos territórios amazônicos e como gesto concreto da turma foi elaborada a iniciativa“Coleta Adequada”, onde foi criada a comissão que vai articular ação na comunidade voltada à coletiva seletiva e melhor destinação dos resíduos.
Inspirado na pedagogia de Paulo Freire e nas perspectivas do Bem Viver, o curso reforça a importância da educação popular como instrumento de mobilização, resistência e construção de alternativas diante dos desafios socioambientais vivenciados na Amazônia.


