Abertura reuniu lideranças, educadores e agentes sociais em Manaus para refletir sobre justiça socioambiental, ecologia integral e transformação comunitária
Teve início no dia 13 de maio, o Curso de Extensão Educação Popular para o Bem Viver, promovido pelo Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares), em parceria com o Fórum Estadual de Educação do Amazonas. A formação acontece na Área Missionária São Lucas, em Manaus (AM), e reúne cerca de 60 participantes entre lideranças comunitárias, agentes pastorais, educadores e estudantes universitários.

A iniciativa busca fortalecer processos educativos voltados à transformação socioambiental na Amazônia, articulando os princípios da educação popular, da ecologia integral e do Bem Viver. O curso surge em um contexto marcado pelo aumento das desigualdades sociais, pelos impactos ambientais e pelos desafios enfrentados pelas populações amazônicas, propondo espaços de reflexão crítica, diálogo de saberes e construção coletiva de alternativas sustentáveis para os territórios.
Durante a abertura do curso, o padre diocesano Humberto Vasconcelos de Souza, pároco da Área Missionária São Lucas, destacou a importância da formação para a transformação das comunidades. “Esse trabalho representa o início de uma mudança da nossa própria realidade e do nosso entorno. A transformação começa em nós mesmos, e acredito muito nesse processo que iremos construir juntos nas próximas quartas-feiras aqui na nossa área missionária”, afirmou.

Com encontros presenciais realizados semanalmente até o dia 17 de junho, a programação aborda temas como fundamentos da educação popular, Bem Viver, ecologia integral, direitos socioambientais e os desafios vividos nos territórios amazônicos urbanos e rurais. A metodologia combina aulas dialogadas, rodas de conversa, oficinas práticas, vivências comunitárias e elaboração de projetos socioambientais, valorizando tanto os saberes tradicionais quanto os conhecimentos acadêmicos.
Entre os facilitadores dos módulos estão Nilton Carlos, Vera Barreto, Lidiane Cristo, Francy Junior e a equipe do Sares. A proposta formativa é inspirada na pedagogia crítica de Paulo Freire e nas experiências das comunidades amazônicas, incentivando práticas educativas comprometidas com a justiça socioambiental, o cuidado com a Casa Comum e a construção de sociedades mais justas, solidárias e sustentáveis.














